Carta aos futuros líderes

Hoje foi o último dia, do primeiro curso que eu ministrei como professora. Em 4 encontros de 2 horas, eu mudei. 

Nessas 8 horas com alunos de 15/16 anos eu aprendi mais do que eu esperava sobre o mundo, as novas gerações e sobre mim mesma. Sem saber direito o que fazer, eu tive a chance de seguir minha intuição, no talo, e eu tive que confiar em mim mesma. Sem saber o que os ditos "alunos" queriam, eu me vi perguntando ao invés de determinar. Vendo a abertura deles, eu me senti confortável para compartilhar com eles as grandes perguntas que mais me assustaram e perseguiram nos últimos anos. Trocando essas impressões, sensações e experiências eu me vi ansiosa para encontrá-los a cada semana.

Encontros. Não só encontrei novas pessoas, encontrei novos pontos de vista no brilho de cada olho. Em cada um deles eu me vi a pouquinho tempo atrás, eu me vi hoje, ainda com minhas dúvidas e medos. Eu me reencontrei encontrando eles. 

Eles me inspiraram a finalmente falar sobre alguns aprendizados, valores, descobertas e erros dos últimos anos. E é com muita alegria que eu decidi, depois de algum medo, compartilhar isso com o mundo. Mas afinal, quem seria eu, dizendo para eles não deixarem os medos deles petrificá-los, se o meu próprio medo de expor meus pensamentos tem me deixado parada? Aqui eu começo, com medo mesmo, mas começo. 

Por mais começos, com medo mesmo.